Defesa pessoal

Há, por suposto, uma aplicaçom práctica e contemporánea das artes marciais históricas europeias na defesa pessoal. Porém, se na práctica regular da espada longa ou do jogo do pau o foco é a têcnica específica e históricamente correcta da arma em questom, ao nos virar para a auto-defesa o nosso interesse é principalmente a efectividade conforme os seguintes parámetros:

  • Segurança própria.
  • Segurança da atacante.
  • Um adequado nível de controlo da situaçom.
  • Uma escada de prioridades clara.

A segurança própria é, evidentemente, o objectivo, e puidera parecer que nom necessita mençom, mas com muita frequência pessoas som treinadas em têcnicas de auto-defesa que podem ser lessivas para as que as praticam, ou que se nom tiverem o adequado «poder de parada» podem dar como resultado um atacante irritado e cum maior nível de agresividade. Conhecer o qué se deve fazer para a auto-preservaçom e quais som as consequências do que se fai é fundamental.

A segurança da atacante nom é um contra-sentido. Nom vivemos numa sociedade carente de normas, de facto ou de iure, e é necessário atuar conforme com elas. Uma resposta com excessiva contundéncia pode ter resultados indesejados tanto legais (força excessiva) como sociais (que a atacante ou os seus amigos queiram contra-atacar). É necessário poder librar-se da pessoa que repressenta um problema causando o menor dano possível à mesma.

O controlo da situaçom é essencial em todo este processo: aprender a ver nom apenas o que fazemos, mas também o que está a suceder na nossa contorna simultáneamente.

A escada de prioridades é o que determina qué efecto se busca, e qual é o melhor caminho para acada-lo. É, se se quere, a táctica do combate de auto-defesa:

  1. Evitar ser ferida.
    Nom apenas polo próprio dano que uma ferida reporta, mas também porque uma ferida nubra o entendimento e o auto-controlo, e vai reduzir as nossas possibilidades de nom cometer outros erros.
  2. Acabar a situaçom de violéncia quanto antes.
    Quanto mais tempo se prolongue a tensom, mais posibilidades há de que alguem escale ao seguinte nível, incrementando o risco duma ferida séria.
  3. Fugir sempre antes que contra-atacar.
    A auto-defesa nom busca manter a integridade intacta: para isso existem outras canles de negociaçom e resoluçom de conflitos. Tampouco busca preservar a dignidade das pessoas, ou evitar uma situaçom de acoso sostido: isso deve ser resolto polas forças de segurança. O objectivo da auto-defesa é imediato: abrir um oco suficiente para poder abandonar a situaçom de violéncia com segurança.
  4. Controlar antes que ferir.
    Controlar à oponente é um recurso eficaz desde muitos pontos de vista: embora gera frustaçom, nom dispara a adrenalina coma a recepçom duma ferida. É, ademais, uma soluçom legalmente muito mais defendível na maioria dos casos. Actua também psicológicamente, deixando claro ao adversário que a situaçom está baixo o nosso controlo.
Aula de defesa pessoal

Aula de defesa pessoal

As têcnicas de defesa pessoal que ensinamos abranguem situaçons específicamente pontuais e breves, e mui concretas:

  • Invassom do espaço pessoal ameazante.
  • Agressom fisica impulsiva (punhada, golpe de cabeça, etc).
  • Arma improvisada (um copo ou garrafa rota…)
  • Arma de pequeno tamanho (faca ou similar).
  • Intento de controlo (sujeçom vertical e horizontal, retençom).

Ofertamos baixo esta óptica seminários pontuais de soluçons de defesa pessoal com base na nossa experiência de combate. Podes consultar com nós a organizaçom dum destes seminários no nosso local ou noutro sítio do teu interesse (escolas, associaçons culturais, centros sociais, etc).

Porém, lembramos dous puntos cruciais:

  • A melhor forma de evitar uma agressom é a prevençom.
  • A auto-confiança que da a práctica regular de quaisquer arte marcial ou desporto de contato é fundamental para saber como se desenvolver no evento duma agressom.